sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

TEMPO E O ESQUECIMENTO

TEMPO E O ESQUECIMENTO


Quem disse que o tempo não é amigo do esquecimento?

Diria que sim, são bons amigos, cúmplices da desunião. Apenas ele faz o momento construído ser diluído. O tempo fragmenta o sentimento... seja qual for... do amor a dor...

O pavor inicial, perfeitamente normal!

Encantamento, rompimento, sofrimento, distanciamento... levado ao vento... Entendimento.

Mas o tempo é nosso amigo, nos faz esquecer até dos inimigos...

A saudade arde, invade. Palavra covarde, desleal... mas real.

Espero estar errada nos meus pensamentos... não vou dar andamento... mas costumo não errar através do olhar... do comportamento, nem que seja por um simples momento... Espero estar errada nos meus argumentos... e mandar embora esse sentimento, deixar para trás esse pressentimento e não transformar o belo em ressentimento...

Talvez seja cedo e por isso o medo... talvez o sonho ruim me tirou o sonho... eu quero acordar e ver o “novo” de novo...

Juliana Ayres
13/01/2011

domingo, 9 de janeiro de 2011

COMENTÁRIOS SOBRE O LIVRO "SOB O CÉU DE PORTO ALEGRE" DE (CARLOS ALBERTO SPEROTTO)

Em primeiro lugar os textos são expressos com total sensibilidade, a maioria faz doer na alma e nos faz refletir sobre a vida e principalmente sobre ELE, o amor... Diversas vezes eu chorei, me encontrei em versos, em palavras, no silêncio...... e nas reticências... Três potinhos que sugerem o mundo!!! Vou falar sobre meus poemas preferidos: Para começar “NOITE E VINHO” me quebra, título que sugere um terceiro complemento, mas que ausente, traz a lembrança dos momentos perfeitos, que escaparam e se perderam pelo caminho, talvez para sempre... Pausa para a “REFLEXÃO”, só o que vejo é a solidão... rasgou a sua e a minha tristeza diante da incerteza... diante daquela saudade, saudade que chega no auge quando lembro do “beijo no travesseiro” (dele), impregnado pelo perfume do corpo e que trás a tona os tais questionamentos sem respostas. “EU E A NOITE” depois da “INSÔNIA” me entregarei aos sonhos com a esperança de que a palpitação angustiante não me acorde e me faça perder por mais uma noite o sono, o sonho... A “TARDE” lembrei do “grito reprimido”, do desejo não explícito que fez perder por anos uma história sem memória... História que recomeça numa pressa com promessa expressa, mas que por enquanto está apenas na conversa... E justamente falando dessa história, chegamos em “DOIS CAMINHOS”, acho que explica melhor meu momento, parece que foi escrito hoje, para mim... Posso escrevê-lo aqui? “A VIDA TRAÇA DESTINOS, NEM SEMPRE COMPANHEIROS DA RAZÃO. NUM DESTES, UM INUSITADO ENCONTRO... A CADA PALAVRA DITA, UM SOPRO DE OUSADIA. A CADA GESTO INCONTIDO, O ROMPIMENTO DAS FRONTEIRAS. ENTRE AMIZADE, PAIXÃO E AMOR. TEMPO E DISTÂNCIA – PARCEIROS. DE UMA CUMPLICIDADE NÃO SILENCIOSA. A VIDA BRINCOU COM DOIS CAMINHOS” (Carlos Alberto Sperotto). Ai, “o tempo sentencia”, me fez lembrar o texto sobre minha seleção como mulher: “MULHER CRÍTICA, PERFECCIONISTA E SELETIVA, SELEÇÃO NÃO CONSCIENTE, MAS QUE INFELIZMENTE NEM SEMPRE É AO SEU FAVOR EM FUNÇÃO DAS ARMADILHAS, E DEPENDENDO DA ARMADILHA TORNA-SE PRISIONEIRA SEM PREVISÃO PARA A SENTENÇA. NO TRIBUNAL DA VIDA, QUEM SONHA NÃO FICA IMPUNE” (Juliana Ayres). Nossa, uma “TRÉGUA”!!! Pausa para respirar e perceber que conseguimos enxergar a paz e a felicidade... É de verdade??? O que podemos fazer? “O TEMPO” nos revelará a verdade, pois “o futuro, guarda, em sigilo, cada destino...” Temos como descobrir esse segredo? Que “MEDO”! Será que “somos prisioneiros do destino?” Nem preciso dizer que me identifico com os “SONETOS”, só espero que os temores da noite de uma notívaga vão mesmo embora com a chuva da tarde... Mas enquanto isso não acontece, “A ESPERA” parece infindável... Permita que eu escreva novamente? “QUANDO ENCONTRARES MEU ESPÍRITO, À PROCURA DE UM GESTO TEU, SAIBAS QUE ESTOU SOFRENDO. QUANDO SENTIRES MINHA FACE ATENTA, E MINHA VOZ EMUDECIDA, AGUARDANDO UMA PALAVRA TUA, SAIBAS QUE ESTOU TE QUERENDO. QUANDO NOTARES MEU CORPO AFLITO, ÓRFÃO E SÓ NO LEITO, SAIBAS QUE ESTOU, SILENTE, À ESPERA DE TEU AMOR” (Carlos Alberto Sperotto). ADOREI! Na verdade me identifico com todos, “A ERA DA INCERTEZA”, estou dentro dela... E por fim A “ESPERANÇA”, quem não sonha? Quem não quer “viver um único amor?” “Por inteiro, sem limites?” Sem ser induzido por palpites? A vida é movida “DE PAIXÕES E AMORES”. Viva nossa “TEIMOSIA”!!! E quem sabe o caminho distinto termine num único caminho e possam assim, nesse outro reencontro, se entregarem ao desejo, ao “DELÍRIO”, “A ESSA ENERGIA QUE ESTREMECE, EXPLODE, TURBILHÃO DE EMOÇÕES QUE ENTRE QUATRO PAREDES VALE, DEVE VALER E HAVER PARA QUE NÃO HAJA EXPLICAÇÃO, SE HOUVER EXPLICAÇÃO PARA ISSO É PORQUE NÃO VALEU” (JULIANA AYRES).

05/01/2011

SILÊNCIO

SILÊNCIO


O cheiro, o toque, o sabor, o prazer... o romper e o inevitável sofrer... silêncio...


Silêncio que invade, que sussurra, que grita uma constante nota nada musical...


Juliana Ayres
JANEIRO/2011



INSTANTE

INSTANTE



A varanda, o olhar fixo, o cigarro, a fumaça... Intensa... mas em curto momento se divide, cada uma no seu rumo, na sua forma... algumas se cruzam novamente, mas é preciso apenas um instante... e se perdem para sempre...

Juliana Ayres
JANEIRO/2011