segunda-feira, 18 de abril de 2011

O RISCO



O RISCO
Tudo tem um começo, meio e fim. Não importa o quanto dure, mas tem. Nem que seja a última das possibilidades: a morte. Sim ela chega, as vezes de surpresa, as vezes no ritmo de um conta gotas diante do inevitável sofrimento. Para quem vai ou para quem fica. Se tivéssemos ao menos a antecipação desses acontecimentos, certamente parte das nossas ações se modificaria. Teríamos mais pressa ou deixaríamos o tempo correr. Por isso nunca deixei de dizer que amo aos que amo.... Mentira!!! Deixei sim, porque existe o orgulho, o medo, a vergonha... Sentimentos bloqueadores de expressão. Já deixei de dizer e já perdi sem poder ter dito... nunca mais... É triste, pois não há retorno... Amor aos filhos, pais, irmãos, paixões... Já me disseram que demonstrar amor é privilégio dos corajosos. Hoje, “Jú impaciência, discreta rebeldia, demonstra, mas não sufoca, insiste, mas também desiste diante da decepção ou se devido à falta de reciprocidade”. Sei que não vale a pena amar sem ser amado. Mas como esquecer sem sofrer??? Amor e sofrimento nunca poderiam andar juntos, mas mesmo que distanciados, eles voltam a se encontrar, nem que seja naquela última instância. Por que então correr atrás de um amor? Por que temos a convicção de estarmos correndo atrás da felicidade. Negar o amor, a dor, seria covardia, é como negar a proximidade da felicidade. “Prefiro sofrer a ser ausente de sentimento”. Acontece que corremos o risco de cair em armadilhas, e “dependendo da armadilha, tornamos prisioneiros sem previsão para a sentença. No tribunal da vida quem sonha não fica impune”. Torcer então para não sermos condenados a prisão perpétua. Diante disso seria melhor a pena de morte? Ah não! Temos a esperança da liberdade condicional... Então vamos conquistá-la! Dessa forma estaremos livres e presos, ainda diante da possibilidade de um novo acerto... Se não conseguirmos conquistá-la, ainda podemos maquinar um plano de fuga!!! Mas toda fuga existe um risco. O risco de certamente encontrarmos o FIM.

Juliana Ayres
02/04/2011