sábado, 6 de agosto de 2011

PRISIONEIROS DO TEMPO


PRISIONEIROS DO TEMPO



Já fiz tudo que podia,
Disse tudo que queria,
Tudo que sentia.
Dizem que o tempo há de curar.
Definam-me esse tempo!
Para alguns o tempo voa,
Para outros segundos são eternos...
Não posso viver em função do tempo,
Esperar que ele decida por mim,
Pois o tempo pode não ter fim.
Eu preciso de um novo hoje,
Ontem já não importa mais,
O amanhã pode ser tarde demais.
Mas o tempo há de ser seu amigo...
Mentira! Eu só vejo o hoje,
O tempo me paralisou no hoje,
Todos os dias são “hoje”.
O tempo descobriu seu passatempo,
Fez-me de âncora,
Não me permite correr contra o tempo.
Passa tempo, passa!
Desisto, tempo perdido!
Mas o tempo há de decidir...
De tempos em tempos,
Dê tempo ao tempo,
Quem sabe não teve um contratempo
Quem sabe não parou no tempo
Para provar que somos sim,
Prisioneiros sem fim...

Juliana Ayres
02/08/2011



sexta-feira, 5 de agosto de 2011

ONDE ESTÁ A FORTALEZA?



ONDE ESTÁ A FORTALEZA?

Não a encontro mais em mim...

Procuro-a fora...

Parada, só enxergo um tapete de terra infinito.

Saia longa e cabelos balançam ao vento...

Por que não levam então meus pensamentos?

Na tentativa de fuga, paredes em tons pastéis me cercam nos quatro cantos.

Não vejo saídas...

Não posso mais cavar...

Não aprendi a voar...

E ainda não é hora do meu sono se eternizar...



Juliana Ayres
30/07/2011