PRISIONEIROS DO TEMPO
Já fiz tudo que podia,
Disse tudo que queria,
Tudo que sentia.
Dizem que o tempo há de curar.
Definam-me esse tempo!
Para alguns o tempo voa,
Para outros segundos são eternos...
Não posso viver em função do tempo,
Esperar que ele decida por mim,
Pois o tempo pode não ter fim.
Eu preciso de um novo hoje,
Ontem já não importa mais,
O amanhã pode ser tarde demais.
Mas o tempo há de ser seu amigo...
Mentira! Eu só vejo o hoje,
O tempo me paralisou no hoje,
Todos os dias são “hoje”.
O tempo descobriu seu passatempo,
Fez-me de âncora,
Não me permite correr contra o tempo.
Passa tempo, passa!
Desisto, tempo perdido!
Mas o tempo há de decidir...
De tempos em tempos,
Dê tempo ao tempo,
Quem sabe não teve um contratempo
Quem sabe não parou no tempo
Para provar que somos sim,
Prisioneiros sem fim...
Juliana Ayres
02/08/2011


