terça-feira, 17 de agosto de 2010

ERROS

ERROS


Nós seres humanos somos cheios de falhas e tentamos sempre acertar, mesmo cometendo os maiores erros. Erros todos cometem e por mais estúpidos que sejam, acabamos inconscientemente prejudicando, magoando ou afastando a quem queremos bem, por outro lado aprendemos algo com isso, pois o erro verdadeiro é “aquele com o qual nada se aprende”. Se pudéssemos passar uma borracha em alguns de nossos atos, seria fácil fazer tudo certo. Lá vem a dicotomia entre o certo e o errado, o que é o certo e o que é o errado? Eis o paralelo da incoerência e das contradições. Escuto dizer que traição é errado, mas também escutei dizer que a pessoa que deseja trair, se não a faz, acaba traindo a si própria, pois está traindo o seu desejo. Então não trair seria seu erro... Difícil admitirmos nossas falhas, mais difícil ainda é tolerarmos as falhas dos outros, porque simplesmente escolhemos como a verdade o nosso entendimento. Eu erro, tu erras, ele erra e nós também erramos, erramos por discordarmos num aspecto que é relativo, que depende do meu, do seu referencial ou de quem quer que seja. Aquilo que não foi bom para você, foi bom para mim, e daí? Aquilo que funciona para você, pode não funcionar para mim, e daí? Não temos que comparar e nem questionarmos, apenas respeitarmos o que sentimos. Sem querer, com palavras menos elaboradas, repeti o que diz no texto: “Na terra, onde existe uma diversidade atroz na natureza e nos seres humanos e que ao mesmo tempo tende a convergir para a harmonia, para o equilíbrio e nós (os não ignorantes) temos a obrigação de contribuir para isso. Vocês vivem dizendo que eu faço tudo errado e o que é o certo? Vocês podem me dizer? Para a maioria das pessoas o certo é correr atrás do sucesso, da riqueza, do poder. É ser forte, lutador, radical em suas ações. São Francisco de Assis, Sidarta, deixaram a riqueza e o poder para se dedicar à caridade e à espiritualidade e nem por isso estavam errados. E os novos ricos, estão errados ao se entregarem com sofreguidão ao luxo, à ostentação, a tudo que o dinheiro pode lhes proporcionar, esquecendo-se de que o verdadeiro status é o caráter? Não, porque eles precisam disso para auto afirmação. Precisam experimentar e repor tudo o que não tiveram na vida e não podemos dizer que eles estão errados. E o que me dizem das diferenças culturais? Será que temos o direito de nos insurgirmos contra o costume da mutilação feminina de alguns países muçulmanos? O que para nós é uma barbárie, para eles é tradição, faz parte de sua cultura. Diferenças naturais, culturais, individuais. Este é o mundo em que vivemos. Devemos enaltecer os fortes, os corajosos, os destemidos? Claro, graças a Deus que existiram Marco Polo, Alexandre, Colombo, reis e rainhas poderosos. Mas o mundo não é só dos fortes. Os fracos, os humildes, os submissos, os mansos de coração e de espírito também têm o seu lugar na terra. Foram com eles que os fortes triunfaram. Por isso, neste mundo em que vivemos, tudo é relativo. Aliás tem uma frase muito coerente que diz: “a única regra absoluta que existe é que tudo é relativo”. Para mim a única lei universal que existe é a do bem e a do mal”. Nesse momento me fazem mal, sem saber que fazem, tentam de certa forma me atingir com uma enorme pedra, mas com minha força, embora devam achar que não tenha, quebro-a em pedacinhos, todos certeiros. Algumas tentam me derrubar, mas entre uma esquiva e outra eu acredito que vou alcançar meus objetivos. Não vou desistir no meio do caminho. Posso até aceitar que me ajudem, mas no meu tempo.

Juliana Ayres

AGOSTO/2010

Nenhum comentário:

Postar um comentário