Queria um amigo para poder me dar abrigo
Queria mais que isso, algo não compreendido
Queria desfrutar da cumplicidade do teu olhar
Queria poder viver sem nunca te magoar
Queria poder ver você me perceber
Queria poder ser o que queira conhecer
Queria te dar colo mesmo que choro
Queria apenas ouvir: eu te adoro!
Queria uma conversa e entender como promessa
Queria ter sem pressa, é isso que interessa
Queria acordar ao seu lado e olhar
Queria levantar e meu sonho realizar
Queria sorrir ao você me possuir
Queria sentir sem conseguir traduzir
Queria poder tentar apenas te amar
Queria te amar, amar sem sufocar
Queria acordar sem o sonho acabar
Queria te amar e desse sonho não acordar
Queria?
Juliana Ayres
26/08/2010


Reli seu poema três, quatro vezes... Estava à procura de compreender porque, na primeira vez que o li, já o achei tão belo. Em resumo, compreendi que a força dos três últimos versos é muito grande! “Queria (não)... - quero.” Há uma beleza profunda nisso, o fecho mostrando que a poeta sonhadora é também mulher decidida! Mas compreendi também que, entre os versos do poema, há espalhados alguns de uma profundidade marcante... “queria um amigo para poder me dar abrigo... queria desfrutar da simplicidade do teu olhar... queria amar sem sufocar...” e o meu preferido: “queria sentir sem conseguir traduzir...” Maravilhoso. Por fim, compreendi também que há pessoas (você, no caso), que conseguem, com palavras simples e verbos conhecidos, mostrar o quanto queríamos ser e ter...
ResponderExcluirAliás! Queremos!
Acho que vou lê-lo mais três ou quatro vezes...
Um abraço carinhoso
Marcelo Bandeira