CURA
Já a felicidade é papo para outra hora, é para quem tem a sabedoria de um profissional da saúde, parafraseando Yung, que entende que não existe cura sem dor.
É preciso doer profundamente, uma dor incontrolável aguda e cronificante, para que sua mente se expanda e sua visão seja ampliada a ponto de perceber a tempo de sobreviver... que é tudo, até mesmo o absoluto, relativo e proporcional a ilusão criada por sua mente racional.
Mente esta, que surpreende quando conta o que sente e faz doer até na gente quando visível a, oprimida, mulher que seria se ela própria se permitisse.
Sim, volta-se novamente a mesma questão. Sim, o amor!
O amor perdido, jamais vivido, o amor que não foi sentido, que não foi doído, que não foi passado, que faltou as aulas, que esteve presente sempre em outra sala, que nunca a enxergou, que a deixou de lado... que não esteve nem mesmo no seu passado.
Possivelmente não haverá cura para o que sente, se na verdade não está doente.
Sua doença é a paixão, provavelmente.
Kris Cupertino p/ Juliana Ayres
25/08/2010

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