PSICOMOTRICIDADE E DESENVOLVIMENTO PSICOMOTOR DA CRIANÇA ATÉ OS 6 ANOS
2.1) O que é psicomotricidade?
Podemos encontrar varias definições para o termo psicomotricidade, mas para entendê-lo a fundo, é necessário que busquemos muita leitura e vivências práticas nesse campo.
Uma das definições dada pela Sociedade Brasileira de Psicomotricidade, fundada em abril de 1980 é que
“Psicomotricidade é a ciência que tem como objeto de estudo o homem através do seu corpo em movimento e em relação ao seu mundo interno e externo, bem como suas possibilidades de perceber, atuar, agir com o outro, com os objetos e consigo mesmo. Está relacionada ao processo de maturação, onde o corpo é a origem das aquisições cognitivas, afetivas e orgânicas”.
Para a Psicomotricidade, existe uma íntima relação entre movimento e intelecto, onde aquela dissociação que antigamente se estabelecia entre corpo e mente, em que muitas vezes o corpo ficava negligenciado em relação ao espírito, não é aceita, pois um, completa o outro.
“A repercussão desta experiência desvalorizante do corpo no equilíbrio afetivo da criança é de tal magnitude que se traduz por dificuldade de estabelecer um contado com adultos e com outras crianças. A expressão gestual, como a expressão verbal, mantém-se pobre e limitada” (Le Boulch, 1982, p.130).
Privilegiar intelecto em relação à experiência vivida resulta em falta de espontaneidade motora, traduzida por movimentos rígidos e pouco naturais.
“Essas “entidades” não sobrevivem separadas. O corpo é o físico que vemos, a alma é o avesso do corpo. Um depende do outro, como constantemente se confundem. Impossível a separação do sensível e inteligível, do corpo e da mente, do físico e do espírito” (Velasco, 1996, p.17).
A psicomotricidade trabalha com esse conjunto, levando em consideração a expressão do ser humano e seu aspecto comunicativo, do sentimento a sua gestualidade, trabalha o individuo e suas relações com o corpo em confronto com o meio. Dessa forma o ser humano poderá ser compreendido, através do vínculo que o une ao seu meio inter-humano.
A psicomotricidade “dispõe-se a desenvolver as faculdades expressivas do indivíduo” (Coste, 1992, p.9).
A educação psicomotora visa acompanhar o desenvolvimento de crianças “normais”, prevenindo as dificuldades de desenvolvimento.
De acordo com Le Boulch (1982), pensar em educação psicomotora, é assegurar o desenvolvimento funcional do indivíduo, ajudar na afetividade e a se tornar uma pessoa equilibrada através da troca com o ambiente humano, é a formação de base indispensável a toda criança normal ou com problemas, ou então,
“A educação psicomotora deve ser considerada como uma educação de base na escola primária. Ela condiciona todos os aprendizados pré-escolares e escolares; leva a criança a tomar consciência de seu corpo, da lateralidade, a situar-se no espaço, a dominar o tempo, a adquirir habitualmente a coordenação de seus gestos e movimentos. A educação psicomotora deve ser praticada desde a mais tenra idade, conduzida com perseverança, permite prevenir inadaptações, difíceis de corrigir quando já estruturadas” (Le Boulch, 1982, p.24).
2.2) Desenvolvimento psicomotor
O desenvolvimento psicomotor ocorre ao mesmo passo que a maturação do sistema nervoso da criança. Esse processo possibilita que o organismo responda aos estímulos e com o tempo essa resposta vai se aperfeiçoando, permitindo que os atos motores voluntários sejam mais elaborados, mais conscientes e ordenados (Velasco, 1996).
A maturação do sistema nervoso para o desenvolvimento depende do processo de mielinização das células nervosas, não cabe aos nossos estudos explicar como essas adaptações acontecem a nível neural, mas é aconselhável que para um maior entendimento do trabalho, busquemos entender paralelamente esse assunto.
O desenvolvimento não depende apenas da maturação desses processos orgânicos, mas também de um intercâmbio fundamental com pessoas ao seu redor e com o meio que a circunda. É de extrema importância à estimulação que a criança recebe exteriormente para que seu desenvolvimento aconteça naturalmente, obtendo respostas motoras e psicomotoras.
Segundo Velasco (1996), a evolução da maturação depende da relação que a criança ainda bebê tem com a mãe, ou alguém que se diz e faz mãe, a relação com o “outro” é fundamental para o desenvolvimento da criança.
A criança vai aprendendo à medida que a mãe vai dando significado aos acontecimentos. A mãe cultiva e prepara o corpo da criança, depois fará dar nomes às coisas e simbolizá-las, fazendo com que a criança organize suas percepções (Coste, 1992). Por exemplo, a criança pede colo, mas não sabe dizer a palavra colo, a mãe ao entender seu desejo, verbaliza a palavra colo e a segura em seus braços, dessa maneira está dando um sentido particular as manifestações da criança e está contribuindo com o processo de mielinização das estruturas corticais como já foi mencionado, fundamental para adaptação e desenvolvimento.
A criança que se relaciona com a mãe, família, pessoas de um modo geral e com o meio a sua volta, vai conhecendo seu corpo, se identificando como sujeito e aos poucos vai se diferenciando das coisas e do resto do mundo.
Esse período de conscientização progressiva do próprio corpo se define após os três anos, tendo uma influência determinante na orientação do temperamento, é o fim do período do corpo vivido onde a criança reconhece seu corpo como objeto. A partir daí a criança constitui o seu Eu e a sua personalidade se constrói pouco a pouco (Le Boulch, 1982).
A relação com o “outro” deve ser recíproca, não basta somente à criança desejar, ela também deverá ser desejada para se afirmar como sujeito, para não sofrer conseqüências do desprazer na sua estrutura psicomotora, podendo causar interferência na maturação neurológica sendo prejudicial para seu desenvolvimento. De acordo com Le Boulch (1982), uma atitude inadequada da mãe, poderá ser origem de insegurança e de inibição da criança.
2.3) A criança dos 3 aos 6 anos no aspecto psicomotor
Segundo Velasco (1996), o processo de maturação das estruturas do desenvolvimento psicomotor da criança se baseia em três condutas:
1ª) Condutas motoras de base, que compreende o equilíbrio, coordenação dinâmica global, respiração consciente e coordenação motora fina.
O equilíbrio constitui-se quando a criança passa da quadrupedia para a posição bípede, ou seja, da postura horizontal para a vertical, é a distribuição do peso em relação á gravidade e é adquirida através da ação motora com o meio ambiente. O equilíbrio é à base da coordenação dinâmica global.
“Equilibração é uma potencialidade, passo chave para todas as ações coordenadas e intencionais. Servindo de base para a estruturação de quaisquer processos humanos de aprendizagem. A postura é resultado de vários mecanismos básicos do tônus muscular, mas não se esgota no controle do universo intracorporal, ele se encontra em permanente interação com o universo extracorporal, coordenando informações externas e internas, indispensáveis a quaisquer atividades motoras ou de aprendizagem" (Fonseca, 1995).
A coordenação dinâmica global se dá devido à maturação motora e neurológica. Com a estimulação adequada a criança amadurece as sensações e percepções visual, auditiva, cinestésica, tátil e proprioceptiva. São observadas nos movimentos amplos como correr, andar, saltar rolar entre outros.
Na idade de três e quatro anos a criança começa a dirigir intencionalmente suas ações e ter consciência de suas atitudes, embora a dissociação motora seja limitada onde o movimento ainda assume caráter global.
Respiração consciente proporciona uma melhor oxigenação ao organismo, uma vez que a criança respira de maneira adequada. Por essa razão a criança sente menos cansaço que um adulto, pois esse modifica a mecânica da respiração causando um maior gasto energético. A criança faz respiração abdominal, calma ao contrário de um adulto que faz respiração toráxica de forma tensa. A respiração também influencia e atua em todas as outras bases.
Coordenação motora fina abrange três aspectos: coordenação viso motora, motora fina e músculo facial e seu desenvolvimento obtém uma boa utilização das extremidades.
2ª) Condutas neuromotoras, compreendidas pelo esquema corporal, controle psicomotor e lateralidade.
Para entendermos o significado de esquema corporal, precisamos também compreender o termo imagem corporal. Encontramos na literatura definições contraditórias sobre esquema e imagem corporal, alguns autores os confundem e outros os vêem como conceitos opostos.
Para Le Bouch (1982), a organização da imagem do corpo é a etapa do corpo vivido enquanto que a organização do esquema corporal corresponde ao corpo percebido.
Através da mãe a criança se reconhece como sujeito, pois esta deu significado aos seus atos e ao seu corpo. A criança identifica a imagem do corpo através da imagem da mãe, adquirindo conhecimento de seu próprio corpo e é a partir dessa relação e com o meio, que a criança toma consciência do seu Eu e forma a imagem corporal, sendo a atividade motora fundamental para essa estruturação.
Segundo Le Boulch (1982) esta é uma primeira etapa da imagem corporal, que é a imagem que formamos em nosso espírito, o modo como o corpo se apresenta a nós mesmos (Coste, 1992).
É fundamental esse intercâmbio corporal, essas experiências vividas pela criança para que ela organize sua imagem corporal que também é a base da descoberta da personalidade, o núcleo central da personalidade, instrumento de inserção na realidade e ponto de partida na sua organização práxica (conjunto de movimentos coordenados com uma finalidade determinada), ou seja, é o equilíbrio das funções psicomotoras e a sua maturidade (Le Boulch, 1982).
Algumas atividades da vida cotidiana também influenciam esse processo, como a hora do banho, onde favorece a experiência perceptiva do corpo e a imagem especular, pois a utilização do espelho permite associar as informações visuais às informações táteis e cinestésicas, é importante também associar essas percepções à verbalização. Por volta dos três anos de idade a criança entra no período narcisista e vai interessar-se pelo seu corpo.
“A partir do reconhecimento no espelho, em torno dos 3 anos, a criança tem uma imagem visual grosseira de seu próprio corpo. Suas experiências corporais vão lhe permitir pôr em relação esta imagem visual do corpo às sensações sinestésicas correspondentes, associadas verbalização. É o estado de organização do esquema corporal." (Le Boulch, 1982, p.86),
que também serve de referência para situar e organizar os elementos do espaço.
“A denominação das diferentes partes do corpo, que corresponde a um nível de utilização da função simbólica, deverá seguir passo a passo às verdadeiras aquisições feitas no plano cinestésico. Não se deve cometer o erro de fazer a criança aprender verbalmente o nome das diferentes partes do corpo sem relacioná-las a uma experiência perceptiva suficiente. Desaconselhamos também certas práticas freqüentes que consistem em nomear as partes do corpo em uma imagem ou uma boneca. Deve ser proposta uma associação cinestésica verbal referida á percepção visual e não só uma associação verbo-visual” (Le Boulch, 1982, p.102).
A imagem corporal estando estruturada estará a partir desta etapa, devido à maturação da função de interiorização, associada às sensações táteis e cinestésicas.
É possível desenvolver a imagem corporal sem o esquema corporal, porém é impossível que se desenvolva o esquema corporal sem a imagem corporal.
O esquema corporal então se constrói a partir daí, fazendo uma ligação entre essas sensações. A junção dos estímulos que nos chega, que vem de nós e que sai de nós são responsáveis por esse desenvolvimento. O esquema corporal é a percepção que temos de nosso corpo e compreende os gestos levados a cabo pelo nosso corpo, nele mesmo e sobre os objetos exteriores (Le Boulch, 1982).
A tomada de consciência segmentar do corpo surge a partir dos 3 anos, onde a criança começa a modificar detalhes durante seus automatismos sem comprometer a eficácia do conjunto, é o começo da dissociação motora. O interesse pelo próprio corpo e o prazer de brincar com ele permite o descobrimento de características corporais estabelecendo relações coerentes entre as diferentes partes de seu corpo.
O controle psicomotor se desenvolve de acordo com a maturação orgânica e neurológica e depende da criança agir motoramente com o meio ambiente em respostas aos estímulos.
A lateralidade diz respeito a uma dominância lateral inata na criança, ela precisa experimentar e fazer sua opção lateral de atuação, sendo a dominância hemisférica um suporte anatômico desta prevalência.
A partir dos três anos vai ocorrer uma conscientização do eixo corporal dos dois lados. Com 4 ou 5 anos, ao mesmo tempo que a movimento da criança vai se aperfeiçoando, a dominância lateral vai se estabelecendo, ou seja, a tradução do predomínio dos seguimentos direito e esquerdo, servindo de base para uma melhor orientação do corpo no espaço. Não significará que a criança não usará o outro lado, apenas um predominará sobre o outro. A lateralidade estará estabilizada em torno dos 7 anos. Alguma característica poderá ter sido influenciada pela pressão social, devido à ansiedade de pais e professores, quando observamos algumas imposições do tipo forçar um sinistro (canhoto) a escrever com a mão direita. Pressão desse tipo torna-se uma agressão ao esquema corporal da criança.
3ª) Condutas perceptivo-motoras, abrange a orientação corporal, orientação espacial e orientação temporal.
A orientação corporal se desenvolve através da maturação neurológica e orgânica. A criança primeiro sente seu corpo, depois usa e só mais tarde ela controla o corpo e para que isso ocorra é necessário interagir com estímulos externos. Nessa conduta está envolvido a memória, a concentração, o tono e a dissociação de movimentos na aprendizagem progressiva do domínio corporal (Velasco, 1996).
O tono é um fenômeno nervoso complexo, ele é responsável por todos os nossos movimentos, sendo veículo de expressão de nossas emoções, suporte para linguagem, critério para a personalidade (Coste, 1992).
O tono muscular é uma atividade primitiva, desde o nascimento o bebê participa desta atividade quando se relaciona com a mãe. Inicialmente o bebê não tem tono suficiente para assegurar o equilíbrio de seu corpo, porém o tono está ligado as necessidades alimentares, aos reflexos, ao contato com a mãe, as reações nas trocas de fraldas, banho e outras atividades. O estímulo de outra pessoa é fundamental para assegurar a organização desse equilíbrio tônico e sua evolução, que passa por fases como a sustentação do pescoço, tronco, quadrupedia e postura bípede.
Toda tensão gerada pela nossa musculatura é responsabilidade do tono, a postura que possuímos, nossas atitudes, expressões, emoções, a forma que nos encontramos no repouso, “o tono participa de todos os comportamentos comunicativos do indivíduo” (Coste, 1992, p.29) e todo esse comportamento corporal é influenciado pelo meio que está a nossa volta.
O tono é uma atividade do músculo que
“constitui o alicerce das atividades motoras e posturais, fixando a atitude, preparando o movimento, sustentando o gesto e mantendo o equilíbrio” (Le Boulch, 1982, p.163), ou então, “tonicidade é o alicerce fundamental da psicomotricidade, garante posturas, atitudes, mímicas, emoções que emergem de todas as atividades motoras. È impossível separar motricidade da tonicidade. A motricidade é composta por uma sucessão de tonicidades, que no seu todo materializam a equilibração humana” (Fonseca, 1995).
A orientação espacial acontece de acordo com o movimento que a criança faz em relação ao seu corpo e aos objetos que a cercam. Ao se projetar ela descobre a dimensão do espaço. Toda a referência que a criança tem é em relação ao seu corpo.
A movimentação no espaço nos permite estimar uma distância percorrida, a conhecer o espaço.
Segundo Fonseca (1995), para que isso ocorra é necessário que a criança desenvolva a conscientização espacial interna do corpo antes de projetá-lo no espaço exterior, ou seja, ela deve interpretar informações em termos de orientação corporal e ter uma boa estruturação do esquema corporal. É necessário que se encontre o eixo corporal e se tenha a lateralização bem resolvida.
O acesso ao espaço se dá por meio do movimento, mas a visão, é o sistema mais importante nessa estruturação, nos possibilitando organizá-lo e interpretar suas dimensões como a perspectiva e a profundidade.
A noção espacial bem estruturada é fundamental para nossa vida, pois nosso corpo ocupa um lugar no espaço e estamos sempre nos relacionando. Saber definir alto, baixo, perto, longe, em cima, atrás, lados etc faz parte desse intercâmbio corpo-espaço.
“Progressivamente, as noções de em cima e de embaixo poderão aplicar-se a um corpo vertical; as noções de adiante e de atrás do corpo serão facilmente reconhecidas e verbalizadas. É necessário alcançar o fim desta para que as noções de direita e esquerda possam ser compreendidas pela criança, já que não se pode confiar só aos dados cinestésicos para poder fazer esta distinção entre as duas partes do corpo. Esta é razão pela qual é necessária a existência de uma dominância lateral estável, a fim de poder interiorizar e verbalizar, constituindo um estágio necessário no qual é indispensável apoiar-se” (Le Boulch, 1982, p.125).
Noções de direita e esquerda deverão ser propostas quando a criança tenha estabilizado sua dominância lateral.
Segundo Fonseca (1995) a noção do tempo é uma noção de controle e de organização ao nível da atividade e da cognitividade. À medida que vai se estabelecendo essa noção, a criança aprende a lidar com o presente, passado e futuro, podendo estabelecer e localizar acontecimentos no tempo.
A unidade de extensão da dimensão temporal é o ritmo, que é uma série de intervalos de tempos iguais. Desde o nascimento a criança deve ajustar-se as condições impostas pelo ambiente como a alimentação e o sono, observamos os ritmos biológicos como a batida do coração e a respiração, e os presentes na natureza como a rotação da terra, estações do ano etc, e outros que estruturamos como a coordenação de movimentos, reconhecimentos de estímulos auditivos e nas aprendizagens escolares. A organização temporal do movimento é a característica essencial do movimento bem coordenado, então o movimento global bem coordenado é um movimento rítmico. Para Le Boulch (1982), uma criança com boa evolução psicomotora até 3 anos, tem motricidade global bem organizada temporalmente, sendo elemento fundamental para seu ajustamento ao meio. Para que isso ocorra é necessário que a criança se desenvolva num clima de segurança afetiva, assim terá sua motricidade harmoniosa e rítmica, gesto coordenado e rítmico. “É através do ritmo dos movimentos registrados no seu corpo que a criança tem acesso à organização temporal” (Le Boulch, 1982, p.137), ou ainda “O ritmo é o fator estruturação temporal que sustenta a adaptação ao tempo” (Coste, 1992, p.57).
Essas duas estruturas resultam em outra: a estruturação espaço-temporal.
Para que haja uma estruturação espaço-temporal adequada, é necessário que alguns fatores psicomotres como lateralidade, equilíbrio e esquema corporal estejam bem estruturados e integrados para que não resulte em uma organização imprecisa.
“A estruturação espaço-temporal emerge da motricidade, da relação com os objetos localizados no espaço, da posição relativa que ocupa o corpo, enfim das múltiplas relações integradas da tonicidade, da equilibração, da lateralização e da noção do corpo” (Fonseca, 1995 p.203).
A psicomotricidade também se interessa pala relaxação, hipotonia, pois é uma forma do individuo induzir a distenção psíquica enriquecendo o imaginário corporal.
A criança de 3 anos que veio de um relacionamento de sucesso com pessoas, objetos e o meio, que não foi super protegida ou negligenciada, deverá ter uma motricidade espontânea, com gestos naturais e harmoniosos. A criança já desloca sem problemas, pois o equilíbrio e a coordenação de braços e pernas estão assegurados, estando a motricidade da criança perfeitamente rítmica.

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