domingo, 11 de abril de 2010

CONCLUSÃO


Vivemos num mundo onde a falta de tempo, a violência e a tecnologia deixaram nossos filhos propícios ao individualismo e com pouco espaço para o lazer e seus movimentos acabam ficando limitados. São eles os maiores prejudicados, pois acabam sofrendo grandes conseqüências, tendo que assumir mais cedo regras, horários enquanto o espaço para o lazer acaba ficando comprometido. Por outro lado, a dificuldade financeira que encontramos no nosso país leva muitas crianças a assumirem responsabilidades com o trabalho antes do tempo, tornando-se adultos precoces e infelizes. Dessa maneira essas crianças amadurecem mais rapidamente pulando uma importante etapa da vida que é o lazer, o prazer de brincar. Por que então não transformarmos tempos destinados a aulas de Educação Física num momento de real prazer e ludicidade com aulas de dança para crianças em colégios, tanto públicos quanto privados, contribuindo assim para seu desenvolvimento psicomotor facilitando seu desenvolvimento escolar? Por que não integrá-la como um conteúdo da Educação Física? Por que não damos uma atenção especial para crianças que começam a estudar desde cedo, a partir dos 3 anos, quando já têm conhecimento do seu próprio corpo e ajudamos a desenvolvê-las de forma natural e saudável?
Muitas vezes a Educação Física passa desapercebida nessa faixa etária, sendo prioridade dos maiores, pois infelizmente ainda encontramos em algumas escolas essa disciplina visando a aprendizagem e desempenho do desporto, esquecendo o desenvolvimento da pessoa. Pensar em movimento como rendimento acarreta a mecanização e alienação das pessoas. O movimento automático não é sinônimo de psicomotricidade. Começar cedo significa fazer a prevenção de possíveis dificuldades na aprendizagem.
“A procura de resultados rápidos nas performances esportivas é, infelizmente, contraditória a uma formação fundamental pelo movimento. Ela não conduz a idéia de um equilíbrio entre a mente e o físico e coloca a atividade corporal em paralelo á educação da mente, tornando irrealizável uma verdadeira unidade educativa” (Le Boulch, 1982, p.25).

 Temos que usar a Educação Física como parte fundamental no processo de desenvolvimento da criança, integrando-as ao mundo, ao conhecimento, à relação com as pessoas e principalmente a se conhecer.
O papel da Educação Física é estimular o aluno a dirigir seu raciocínio, desenvolver autonomia, responsabilidade, ser capaz de se auto-avaliar, de debater, de solucionar problemas, de conhecer seu corpo e seus limites, enfim, de preparar o indivíduo para se inserir e enfrentar as transformações de nossa sociedade. Esse estímulo cabe ao professor bem avisado.
Tornar um ser pensante consciente de seus objetivos, um ser sadio e que desenvolva sua capacidade de reproduzir e produzir conhecimentos.
A dança na Educação Física deverá contribuir para a formação integral dos alunos, permitir à criança comunicar-se com os corpos ao redor, experimentar vivências para saber o que pode emergir desse corpo de maneira consciente. O movimento tem um significado elaborado e é exteriorizado através do corpo.

“A dança na escola, associada à Educação Física, deverá ter um papel fundamental enquanto atividade pedagógica e despertar no alunado uma relação concreta sujeito mundo. Deverá propiciar atividades geradoras de ação e compreensão, favorecendo a estimulação para ação e decisão no desenrolar das mesmas, e também reflexão sobre o resultados de suas ações, para assim, poder modificá-las frente a algumas dificuldades que possam aparecer e através dessas mesmas atividades, reforçar a auto estima, a auto imagem, a auto confiança e auto-conceito” (Verderi, 1998, p.58).

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