TEXTO AINDA EM ANDAMENTO
ED... AFINAL, QUEM É VOCÊ?
ED... AFINAL, QUEM É VOCÊ?
O INÍCIO
Menina aos 13, criança em plena mudança. Através de um simples olhar, percebe seu jeito de andar, sem ainda querer alcançar.
Imperceptível aos olhos dele, mas nele percebe o charme e acompanha discretamente, sem nenhuma intenção na mente. Passa na minha frente, rente e não me sente. Brinca, sorri, seduz e conversa com outras mulheres. Nelas o contato é próximo, cochicho ao pé do ouvido, comigo nenhum sorriso, comigo nem risco e rabisco.
Grande perda acontece, menina perde um amigo, o homem que achava mais lindo, não é a toa que seu nome era Arlindo. Para ele é mais forte a emoção, quem parte é o amigo irmão e perde-se parte do chão. Agora falaremos do Izão.
Carinho e respeito, amigo do fundo do peito, sua ilha é a família e com coragem, mergulha nessa nova amizade.
Por fim o conhece de fato, será esse meu candidato? Ele passa a brincar, conversar e sorrir, isso basta para seduzir.
Encontro aos finais de semana, sempre violão e canção. Menina com pouca malícia, acha isso uma delícia. Menina, sapeca, mas discreta, não resiste e se interessa com uma pequena pressa. Ainda aos 14 sabe o que quer, como se fosse uma mulher.
Pausa no violão! Ainda bem, porque não era bela a canção!
Ele a abraça e ela não perde a graça. Devagar encontram o beijo, felicidade não depende de idade e começa nesse exato momento, algo que jamais teve esquecimento.
No beijo aquela emoção, que logo se transforma em paixão. Paixão de adolescente e quem foi que disse que não sente?
Paixão com anseio, sem freio, sem rodeio.
Paixão sem limite, mas cheia de palpite.
Paixão com risco desde o início.
Março/2010
Março/2010
“AFINAL QUEM É VOCÊ?” ESSE TEXTO VAI LONGE, MAS MEU PENSAMENTO NÃO QUER DAR ANDAMENTO E NO MOMENTO CONHEÇO O FINAL, QUE ENFIM É O PONTO FINAL.
...Hoje escrever não é mais sofrer é até divertido podem crer. Eu menti, pois eu sofri, senti, vi e percebi. Sua atitude Deus me ajude foi pior do que criança desprovida de esperança. Chegou em mim como um pesadelo sem fim, mas tento me acalmar pois não mereço chorar. Para piorar, você me fez viajar, largar tudo e me arriscar. Teria valido a pena, faria uma centena se sua coragem não fosse pequena. Se sua nobreza não acabasse em pobreza, se sua tristeza se transformasse em grandeza ou se minha natureza escondesse a fraqueza.
Hoje você veio me procurar, para tentar se explicar ou mais uma vez me enfeitiçar? Foi só suspirar e consegui enxergar porque lá trás não pude escapar. Já não sou mais a criatura que te atura quando me procura. Já não sou mais a menina sem malícia que acha tudo uma delícia, já não sou mais a menina sapeca, discreta com pequena pressa. Eu cresci, amadureci, resisti e por um fim nessa história eu decidi.
Um ano, dois anos? Não! Uma vida, não totalmente perdida. Dezenove anos cheios de planos e muitos enganos. Muita gente se metendo na frente. Corremos riscos, naquilo que fizemos, mas como somos ariscos, só nós dois sabemos. Sempre proibido, sempre doído, mas sem perder a libido. Um grande intervalo, onde apenas carinho é cultivado e simples contato acontece de fato.
Até ano passado, eu tinha pensado que o resultado não ia ser fracassado. Mas nosso encontro, chegou num ponto que me fez pensar em partir desse ponto. Depois do grande intervalo a criança se enche de esperança, mas o reencontro foi um desencontro e aquela conversa nenhum pouco me interessa.
Não estava feliz é o que me diz, que nos barra então? Minha relação? Não, já conhece a razão. Apenas amizade e sem falsidade. A religião? A sua, não minha. Respeito, mas acho suspeito alguém supremo, descer ao extremo.
Não vou dar atenção a essa discussão, mas saiba então que a partir daí que esquecesse você eu pedi.
Fiquei bem, estava bem mesmo tempos sem ninguém. O foco da otimista era na vida de artista, idealista e pretendendo várias conquistas.
Opa!!! Conheci uma pessoa e não foi à toa. Alguma coisa aconteceu, pelo menos no meu eu. Eu mudei, te falei e te contei a respeito do sujeito. Senti que não gostou e que se chateou. Mas como? Você se julga meu dono?
Me apaixonei eu não sei, mas me encantei por alguém que inventei, gastei meu pensamento com alguém de um momento. Traduzi em palavras o que me intrigava. Mas preferia ele e não você. Pensava nele e não em você.
Eu disse que mudei, nem eu acreditei. Tudo bem ele não sabe que existo, mesmo assim repito: Preferia ele e não você.
Nessa história isso é uma vitória, me livrei da prisão, mas com uma condição. Caí numa armadilha e agora quem me tira?
Você bem que tentou, se separou e me procurou. Sem cerimônia pediu que voasse ao seu encontro e que te abraçasse. Assim eu fiz, sem cerimônia voei, te encontrei e te abracei.
Sua família eu adoro, por eles eu “oro”. Sua mãe sempre torceu pelo que nunca aconteceu e o que mais me surpreendeu foi seu pai, que veio me perguntar, porque nunca decidimos nos casar e para completar: vocês sempre se gostaram tanto e ainda se gostam, porque não deram certo se ainda estão tão perto?
Fiquei sem resposta! Pensando na possibilidade de uma proposta.
Quebrei todas as regras, não gosto mesmo delas. Acreditei numa chance para esse romance. Nada nos impedia, mesmo contra a maioria. Nem marido que é amigo, nem esposa perniciosa, nem pais, pois não se metem mais, nem filho é empecilho, apenas ainda o pensamento naquele daquele momento. Sinto dizer, mas ainda preferia estar com ele e não com você.
Contei para todos sobre minha decisão mesmo sabendo que ia ouvir sermão.
Pela primeira vez tivemos oportunidade e a gente fez apenas com essa idade, o normal que faz qualquer casal, em qualquer local de forma habitual. Dormir e acordar!!! E sem me importar com alguém a me procurar. Que vergonha, me sinto uma pamonha. E dizem que não sou paciente, mas não estão cientes.
Você sempre usou sua lábia de forma sábia. Relembrou mínimos detalhes, sem precisar que eu falesse. Sabe onde foi à maior emoção? Quando pediu para pegar na sua mão. Não vou mais falar em detalhes, mandei tudo para os ares. Assim que me escreveu, você nem percebeu, mas no mesmo momento descobri que sua ação era provocar a situação para atrair quem gosta de te trair. Pensei que te conhecia, mas era apenas teoria.
Você é fraco, não quer sair do buraco. Está sendo tolo, não merece consolo, está sendo imprudente por estar carente.
Enfim, o pesadelo teve um fim, sua estupidez o levou a insensatez que me levou de uma vez a ver com nitidez o que nunca quis enxergar. Não vale mais a pena me esforçar, nenhuma lágrima derramar, nem mais um vôo decolar para não sair do mesmo lugar.
Não vai ficar marcas, nem cicatriz, apenas duras respostas na mão de uma atriz. Agora eu só te quero bem e que seja feliz também.
Juliana Ayres
EM ANDAMENTO

Nenhum comentário:
Postar um comentário